domingo, 23 de setembro de 2018

Sucot 5779.

Véspera de Sucot – domingo, 23/9
Deve-se deixar uma vela ou fogo aceso antes do pôr-do-sol, que dure o
suficiente para que, a partir desta chama, as velas da segunda noite de Sucot possam
ser acesas e a comida preparada. É proibido criar fogo em Yom Tov (riscando um fósforo). Somente é permitido passar o fogo de uma chama previamente acesa com
um palito ou vela (tomando cuidado de não apagá-la posteriormente).

A primeira Noite de Sucot – domingo, 23/9
Acendimento das Velas às 17h42 SP

a segunda Noite de Sucot – segunda-feira, 24/9
Acendimento das Velas após 18h37 SP

*Demais Localidades acesse o link
https://pt.chabad.org/calendar/candlelighting.htm

terça-feira, 4 de setembro de 2018

PREPARANDO ROSH HASHANÁ

Para pedir perdão, devemos saber o que é o amor para pessoas, como vocês e o que quer dizer fazer estas perguntas: ¨ o que eu não fiz em nome deste amor? Se for preciso sentir isso, eu tenho amor pelos outros, que é a principal mitzvá (mandamento) da Torá, devo ou não sentir? ¨ muitas pessoas pensam que é o suficiente com executar preceitos de forma física.

Os cabalistas nos aconselham a unir-nos em grupos de dez para que juntos possamos rever, se na verdade estamos a tratar-nos bem uns aos outros. Cada um está tentando se distanciar do seu ego e se conectar com os outros, chegando a se integrar com seus desejos e sentir amor entre nós? Se entendemos que tudo isso não existe, nos sentimos culpados então, pedimos perdão.

O perdão é por não realizar a condição principal, ¨ama ao teu próximo como a ti mesmo¨. hoje em dia, esta condição chegou a ser imperativa para todo o mundo, com o fim de sair da crise global. Mas, o povo de Israel deve ser o primeiro a realizar isto e, não estamos a fazê-lo.

Então, pedimos por força para que nos ajude a alcançar este amor. Claramente vemos que não estamos preparados para realizar esta condição por nós mesmos mas, podemos pedir ajuda. E, concluímos as slijot (perdões) pedindo força para levar a cabo o mandamento principal e aproximar mais as pessoas. E por meio disto, ao aproximarmo-nos, também nos aproximamos da força superior, ao Criador.

A pessoa não pode realizar isso por si mesma então, trabalhamos em um grupo, que é a forma como analisamos se atingimos ou não o concessão mútuo e a conexão. Se não, precisamos pedir força que nos ajude a nos conectar e alcançar a unidade. Este pedido comum é chamado de prece e deriva da nossa conexão, do centro do nosso círculo, como um pilar que se eleva. Quando analisamos a nossa união, alcançaremos as slijot.

Daqui, vemos que sem o estudo da sabedoria da cabalá, é impossível descobrir o que pedir, para que nos atrair, o propósito de criador e como a Torá está ligada aos preceitos de amar os outros e amar o Criador por meio do próximo. Toda a ordem de correção. A sabedoria da cabalá nos ensina como nos entender a nós mesmos de acordo com o que está escrito na Torá. A única mitzvá é ir acima do nosso ego e alcançar a conexão e a unidade entre todos. Isso inclui dentro de si todo o resto dos preceitos, que são conexões individuais do nosso ego. O desejo egoísta é composto de 613 partes, cada uma das quais devemos corrigir, começando com o mais fácil e indo para o que está cada vez mais difícil. Desta forma, é necessário realizar 613 correções, que são chamadas 613 (tariag) Mitzvot.

Quando nos ajudamos os uns aos outros finalmente alcançamos a redenção, ou seja, descobrimos o poder mais alto, o criador, dentro da nossa ligação mútua de concessão e amor. E este é o perdão antes de Rosh HaShaná. Com certeza é impossível começar o ano novo, o novo princípio, o próximo nível para o qual devemos ascender graças à nossa correção, sem esclarecer tudo o que passamos. E esta é a essência do arrependimento, pedir com um vigor maior do que a luz que reforma nos corrija e torne possível que alcancemos uma união ainda mais forte.   
Rav Laitman

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Tashlich - Tradições e Costumes.

Shalom. Uma de nossas importantes tradições é chamada de Tashlich e é praticada em Rosh HaShana. Quer saber um pouco mais sobre esse assunto?

Tashlich

Em sua explicação sobre nossos costumes e tradições, o Rabi Yaacov Levi, conhecido como Maharil, codificador de leis, retrata a origem do costume de Tashlich até épocas muito remotas. É realizado pouco antes do pôr-do-sol na tarde do primeiro dia de Rosh Hashaná, indo às margens de um rio, lago, ou algo semelhante, onde certas preces são recitadas, seguidas pelo simbólico agitar dos cantos de nossas roupas.

Os três últimos versos do profeta Michá, que recitamos em Tashlich, contém a explicação para este costume. Dizemos: "Quem é um D'us como Vós, perdoando a iniqüidade e perdoando a transgressão aos herdeiros de Seu legado. Ele não reteve Sua ira para sempre, porque Ele se regozija na bondade. Ele mais uma vez terá misericórdia de nós. Ele suprimirá nossas iniqüidades; sim, Vós jogareis nossos pecados às profundezas do mar."

O Maharil nos fornece uma explicação mais completa de Tashlich. O Midrash nos diz que quando Avraham (Abraão) e Yitschac (Isaac) foram ao Monte Moriyá para a Akedá (amarração de Yitschac), precisaram cruzar um rio, uma das formas que Satan (o Acusador) usou para impedi-los de cumprirem as ordens de D'us. A correnteza ameaçava levá-los, mas Avraham rezou: "Salve-nos, D'us, pois a água atingiu nossas próprias vidas," e foram salvos da correnteza.

Assim, diz Maharil, nenhum obstáculo deveria impedir-nos de obedecer às ordens de D'us. Aquele que pode mostrar o amor abnegado de Avraham sua prontidão para morrer pela palavra Divina, pode estar certo de que "seus pecados serão jogados ao mar".

Nós e os peixes

A prece de Tashlich, recitada às margens de um rio, lago ou mar, onde quer que haja peixes, tem um outro significado, despertando-nos pensamentos de arrependimento. Pois isto nos lembra da insegurança da vida do peixe, e o perigo do peixe ser atraído pela isca, ou de ser apanhado na rede do pescador. Nossa vida, também, está repleta de ciladas e tentações.

Somos lembrados da clássica parábola de Rabi Akiva, que desafiou o decreto proibindo o estudo de Torá que o imperador romano Adriano tentou impor aos judeus.

Ao lhe perguntarem por que arriscava sua vida estudando e espalhando os ensinamentos da Torá, Rabi Akiva replicou com a seguinte parábola:

"Uma raposa faminta chegou até a margem de um regato. Viu os peixes nadando incessantemente. A astuta raposa disse aos peixes: 'Vejo que estão vivendo num terror mortal de que caiam na rede do pescador. Saiam aqui para a margem seca, e escaparão da rede do pescador, e então viveremos felizes para sempre, como meus antepassados viveram com os seus.'

"Mas os peixes zombaram da esperta raposa, e responderam: 'Se na água, que representa nossa própria vida, estamos em perigo, certamente deixar a água significaria morte certa para nós!'

"A Torá é nossa própria vida, e não podemos viver sem ela, assim como os peixes não podem viver sem a água. Podemos salvar-nos abandonando nosso modo de vida, os caminhos da Torá?"

Tais são as reflexões que Tashlich desperta no coração.

Finalmente, o peixe nos serve de lembrete adicional do "olho sempre vigilante" da Providência, pois os peixes não têm pálpebras; seus olhos estão sempre abertos. Assim, nada pode ser oculto de D'us. Pelo mesmo padrão, a pessoa extrai coragem e esperança da fé em D'us, pois o Guardião de Israel jamais dorme ou cochila.

Tempo precioso

Na Idade Média o costume de Tashlich era usado muitas vezes para acusar os judeus de fazer um feitiço sobre a água, ou mesmo envenená-la, e os Rabis eram, naquela época, obrigados a proibir a observância de Tashlich pelas suas comunidades, de forma a não ameaçar-lhes a vida.

Rabi Abahu disse: "Os Anjos Auxiliares perguntaram ao Todo Poderoso: 'Mestre do Universo, por que os judeus não recitam a canção de Halel perante Vós em Rosh Hashaná e Yom Kipur?'

"Respondeu-lhes D'us: Quando um rei senta-se no Trono do Julgamento, com o Livro da Vida e da Morte aberto à Sua frente, é correto que os judeus cantem a Mim nesta época?"

Não há horário para se dormir em Rosh Hashaná: o tempo é precioso demais. Nem bem acabamos a refeição, e voltamos para a sinagoga. No primeiro dia de Rosh Hashaná, Minchá (a prece vespertina) é recitada cedo devido ao Tashlich, e além disso, queremos recitar o maior número de Salmos. Alguns conseguem dizer todo o livro de Tehilim (Salmos) diversas vezes durante os dois dias de Rosh Hashaná. Depois de Minchá, as pessoas saem para Tashlich, ao local mais próximo onde haja água natural e peixes (lago, rio ou oceano).

Ali, à beira da água, fazemos as orações de Tashlich e sacudimos os fios do tsitsit. Isto é simbólico das palavras do profeta Michá: "E atirarás para a profundeza do mar todos os seus pecados..."

Naturalmente, sacudir os cantos da roupa não nos livra de nossos pecados. Mas certamente nos recorda de que devemos fazer uma boa limpeza no coração e livrá-lo de todo o mal.

E de fato, temos a sensação depois do Tashlich de termos nos livrado de um pesado fardo. É uma sensação reconfortante, que nos ajuda na realização das nossas boas decisões para o ano que entra.

Tashlich

1) MI El Camocha, 2) nossê avon,3) veovêr al pesha, 4) lish’erit nachalato, 5) lo hechezíc laád apo, 6) ki chafêts chessed Hu. 7) Iashuv ierachamênu, 8) yichbosh avotênu, 9) vetashlich bim’tsulot iam col chatotam. 10) Titên emet le Yaacov,11) chessed leAvraham, 12) asher nishbá’ta laavotênu, 13) mimê kedem. 1) Min hametsar caráti Yáh, 2) anani bamerchav Yáh. 3) A-do-nai li, 3) lo ira, 5) ma iaassê li adam. 6) A-do-nai li beozrai, 7) vaani er’ê vesson’ai. 8) Tov lachassot b’A-do-nai mibetoach baadam. 9) Tov lachassot b’A-do-nai mibetoach bindivim.

RANENÚ tsadikim b’A-do-nai, laisharím navá tehilá. Hodú l’A-do-nai bechinór, benêvel assór zamerú ló. Shíru ló shir chadásh, hetívu naguên bit’ruá. Ki iashár devar A-do-nai, vechol maassêhu beemuná. Ohêv tsedacá umishpát, chéssed A-do-nai maleá haárets. Bidvar A-do-nai shamáyim naassú, uvrúach piv col tsevaám. Conês canêd mê haiám, notên beotsarót tehomót. Yireú me’A-do-nai col haárets, miménu iagúru col ioshevê tevel. Ki Hu amar vaiéhi, Hu tsivá vaiaamód. A-do-nai hefir atsát goyím, heni mach’shevót amím.

Atsát A-do-nai leolám taamód, mach’shevót libó ledór vadór. Ashrê hagói asher A-do-nai Eloháv, haám bachár lenachalá ló. Mishamáyim hibit A-do-nai, raá ét col benê haadam. Mimechón shivtó hishguíach, él col ioshevê haárets. Haiotsêr iáchadlibám, hamevin él col maassehém. Ên hamélech noshá beróv cháyil, guibór ló yinatsêl beróv cóach. Shéker hassús lit’shuá, uv’rov chelo ló iemalêt. Hinê ên A-do-nai él iereáv, lameiachalím lechasdó. Lehatsíl mamávet nafshám, ul’chaiotám baraáv. Nafshênu chiketá l’A-do-nai, ezrênu umaguinênu Hu. Ki vó yismách libênu, ki veshêm codshó vatáchnu. Iehí chassdechá A-do-nai alênu caasher yichálnu lách.

LO iarêu velo iash’chítu bechol har codshí, ki mal’á haárets deá et A-do-nai camáyim la’iám mechassim.

IEHÍ ratson milefanecha, A-do-nai E-lo-hê-nu v’Elohê avotênu, El Elion muchtar beshlosh esrê midot mechilin derachamê shetehê shaá zu êt ratson lefanecha vihê olá lefanecha keriát shelosh esrê mechilin derachamê shebipessukê " Mi El camocha", ham’chuvanim el shelosh esrê midot "El Rachum ve Chanun", asher carínu lefanecha, keílu hissagnu col hassodot vetserufê shemot hakedoshim haiots’ím mehem, vezivuguê midotehen, asher achat beachat yigashu lehamtíc et hadinim takifin. Uvechên tashlich bim’tsulot iam col chatotênu, vetashpía alênu shefa ieshuá verachamim mehen, vezochrênu lechayím, Melech chafêts bachayím, vechotvênu bessêfer hachayím, lemaanchá Elohim chayím, venizke lit’shuvá ilaá, ki ieminchá peshutá lekabêl shavim, uk’rá roa guezar dinênu, vyicar’u lefanecha zechuiotênu, vetaarich apechá alênu letová, Amên. YIHIÚ leratson imrê fi veheguion libí lefanecha, A-do-nai Tsurí veGoalí. Sacode-se as pontas do talit catan (a roupa de quatro pontas com franjas, usadas pelos varões).

Tradução

MI 1) Quem é um D’us como Tu, 2) que perdoa a iniquidade 3) e desculpa a transgressão 4) ao restante de Seu patrimônio? 5) Ele não mantém Sua ira para sempre. 6) pois Ele deseja [fazer] bondade. 7) Voltará a mostrar-Se misericordioso conosco, 8) eliminará nossas iniquidades; 9) e Tu atirarás todos os seus pecados às profundezas do mar. 10) Concede verdade a Yaacov, 11) bondade a Avraham, 12) tal como juraste aos nossos pais 13) desde os dias de outrora. 1) Desde a opressão chamei a D’us; 2) com abundante alívio, D’us me respondeu 3) A-do-nai está comigo, 4) não temo – 5) O que pode fazer-me o homem? 6) A-do-nai está comigo entre os que me ajudam, 7) e eu verei [a queda de] meus inimigos. 8) É melhor depender de A-do-nai do que confiar no homem. 9) É melhor depender de A-do-nai do que confiar nos nobres.

RANENÚ Cantem jubilosamente a A-do-nai, vocês, os justos; é digno aos retos oferecer louvor. Louvem a A-do-nai com harpa; cantem-Lhe com lira de dez cordas. Cantem-Lhe uma nova canção; toquem habilmente sons de júbilo. Pois a palavra de A-do-nai é justa; todas Suas obras são feitas com fidelidade. Ele ama a retidão e a justiça; a bondade de A-do-nai preenche a terra. Pela palavra de A-do-nai foram feitos os céus, e pelo sopro de Sua boca todas suas hostes. Ele reúne as águas do mar como um montículo; Ele aloja as profundezas em depósitos subterrâneos. Toda a terra tema a A-do-nai; todos os habitantes do mundo tremam perante Ele. Porque Ele falou, e foi; Ele ordenou, e perdurou. A-do-nai anulou o conselho de nações; Ele desbaratou os ardis dos povos.

O conselho de A-do-nai perdura eternamente; os pensamentos de Seu coração durante todas as gerações. Feliz é a nação cujo D’us é A-do-nai, o povo que Ele elegeu como patrimônio para Si. A-do-nai olha do céu; Ele contempla toda a humanidade. De Sua morada Ele observa atentamente a todos os habitantes da terra. É Ele quem forma os corações de todos eles, quem percebe todas suas ações. Um rei não é salvo graças a um grande exército; um guerreiro não é resgatado graças a uma grande força. Um corcel é uma falsa garantia de vitória; com todo seu grande vigor não concede a fuga. Mas o olho de A-do-nai está dirigido àqueles que O temem, àqueles que esperam Sua bondade; para salvar sua alma da morte e para provê-los durante épocas de fome. Nossa alma anseia por A-do-nai; Ele é nossa ajuda e nosso escudo. Pois n’Ele se alegrará nosso coração, pois temos confiado no Seu santo Nome. Esteja Tua bondade, A-do-nai, sobre nós, assim como temos depositado nossa esperança em Ti.

LO Não farão o mal nem destruirão em toda a Minha montanha sagrada, pois a terra estará cheia do conhecimento de A-do-nai, como as águas cobrem o mar.

IEHÍ Que seja Tua vontade, A-do-nai nosso D’us e D’us de nossos pais, D’us exaltado, coroado com treze atributos, qualidades de misericórdia, que seja este um momento propício diante de Ti e que Tu consideres a recitação dos Treze Atributos de Misericórdia nos versículos "Quem é um D’us como Tu" que correspondem aos treze atributos "D’us benevolente, misericordioso e gracioso, etc.," que recitamos diante de Ti como se tivéssemos compreendido todos os significados esotéricos e as combinações dos santos Nomes que se formam com eles, e a união de seus atributos, que, um a um, se aproximarão para "adocicar" os julgamentos severos. E assim, atira todos os nossos pecados nas profundezas do mar, e concede-nos dele a plenitude da salvação e da misericórdia. Recorda-nos para a vida, Rei que deseja a vida; inscreve-nos no Livro da Vida, por Ti, D’us vivo. Que sejamos merecedores de alcançar a teshuvá ilaá ("arrependimento do nível mais elevado") pois Tua destra está estendida para receber os penitentes. Rasga o (aspecto) maligno do veredito decretado contra nós; que nossos méritos sejam mencionados diante de Ti, e que Tu Te mostres paciente conosco para o bem. Amén.

YIHIÚ Que as palavras de minha boca e a meditação de meu coração sejam aceitáveis perante Ti, A-do-nai, minha Força e meu Redentor.

(Sacode-se as pontas do talit catan: a roupa de quatro pontas com franjas, usadas pelos varões).

Fonte: Chabad.org

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Rosh Hashaná

O Rebe Nachman Ensina:
 As pessoas vão ao Tzadik em Rosh HaShaná. E a razão é a seguinte: Em Rosh HaShaná são proclamados os decretos para todo o ano. Portanto, este é o momento apropriado para mitigar e adoçar qualquer um deles. Isso deve ser feito em sua mesma fonte, no Pensamento Acima e só pode ser alcançado pela purificação de nossos próprios pensamentos. Mas, seja como for, a única maneira de alcançar essa pureza de pensamento é através do Tzadik.

De maneira viajamos para estar com o Tzadik em Rosh HaShaná, para poder purificar nossas mentes, que traz bondade e compaixão por todo o ano (Likutey Moharan I, 211).

Em Rosh HaShaná, toda Criação passa diante de D'us e é julgada (Rosh HaShaná 16a). Somos julgados por cada um dos atos cometidos, por cada palavra e por cada pensamento. Se realmente acreditamos nisso, sabemos que temos um bom motivo para se preocupar. O Rabi Levi Yitzchak de Berditchov costumava dizer: Quando o mês de Elul chega, sinto [o temor] em minhas costas (Rabi Eliahu Chaim Rosen).

Então, o que fazemos? Arrepender-nos. Mas se as coisas estão tão ruins quanto pensamos, que chance nós temos? A folha de dívidas tem algumas páginas, muitas talvez. E o crédito, na melhor das hipóteses, não é muito grande. Existe alguma possibilidade de se arrepender de tudo?

O Rebe Nachman ensina: Cada julgamento, cada decreto, é uma restrição, que tem sua própria e maneira específica de ser mitigada. Isso ocorre porque um decreto só pode ser suavizado na sua fonte e a fonte de todos os julgamentos é limitada a uma parte específica da Sabedoria Superior. Aquele que deseja separar cada um dos julgamentos e transformá-lo em compaixão e bondade deve se elevar para cada uma de suas fontes, individualmente.

Mas há um Sechel HaKolel (uma sabedoria Abrangente) que ultrapassa as Sabedorias individuais. Aquele que pode alcançar este Sechel HaKolel é capaz de suavizar todos os decretos, porque todos, individualmente, emanam desta Sabedoria Abrangente. E é por isso que as pessoas viajam para estar com o Tzadik para Rosh HaShaná. Cada pessoa chega com sua própria restrição pessoal, com seu próprio bem e mal. E como o Tzadik pode elevar-se ao mais alto das fontes, ele é a encarnação do Sechel HaKolel. Ele é capaz de tomar e suavizar todas as restrições, todos os julgamentos e decretos (Likutey Moharan I, 61: 6-7).

Rosh HaShaná é um dia de julgamento, um dia em que os decretos rigorosos podem ser proclamados contra uma pessoa ou sua família, D’us não permita. Mas esse dia também contém, em si mesmo, o antídoto contra o julgamento estrito. Portanto, mesmo se a pessoa não se comportou como deveria durante todo o ano, ele agora tem a possibilidade e uma boa possibilidade, de fato, arrepender-se e começar de novo. O Ano Novo oferece a oportunidade de começar novamente, de modo que, mesmo que a folha do débito seja longa, será mais fácil conseguir a tarefa aparentemente impossível de organizar tudo, viajar para estar com o Tzadik . Como um advogado de primeiro nível, ele é capaz de recorrer por nós, até mesmo para a Sabedoria Abrangente, em prol de suavizar qualquer decreto.

- Seleção extraída do livro "Cruzando a Ponte Estreita" por Chaim Kramer,  Breslov Research Institute -

(Com a amável autorização de www.tora.org.ar)

Por: Chaim Kramer

Traduzido e adaptado para o português por:Ytschac Nachman bem Avraham

Fonte: Breslev Brasil

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Pensando no Próximo

"O Rebbe Mordechai de Neschiz vivia em total pobreza. Durante todo o ano ele economizava o máximo que podia, centavo por centavo, para conseguir comprar um Etrog (uma das 4 espécies) em Sucót. Uma vez, pouco antes de Sucót, o Rebbe Mordechai viajou para a cidade de Brod, para comprar um Etrog com o dinheiro que havia sofridamente economizado. Enquanto ele andava na rua, viu um outro judeu sentado na calçada, chorando baixinho, as lágrimas correndo pelo rosto. Rebbe Mordechai ficou penalizado com o sofrimento daquele pobre homem e perguntou porque ele estava chorando. O homem, soluçando, respondeu:

- Rebbe, meu cavalo era minha única fonte de sustento, e hoje ele morreu. Não tenho mais como sustentar minha família. Não sei o que vou fazer da minha vida!

Sem nenhuma hesitação, o Rebbe pegou a carteira onde estava o dinheiro economizado, colocou na mão do homem e ordenou:

- Vá imediatamente comprar um novo cavalo para você.

O Rebbe então voltou para casa. Quando ele entrou na sala, sua esposa notou um brilho especial no seu rosto, e perguntou se havia acontecido algo. Ele balançou afirmativamente a cabeça, abriu um sorriso e falou:

- Neste Sucót, enquanto todo o povo judeu estiver fazendo a Brachá (bênção) sobre seus Etroguim, eu estarei fazendo a Brachá sobre um cavalo..."

Existiram, e ainda existem, muito judeus que abrem mão de suas coisas mais preciosas pelo bem do próximo. Isso se chama "Achavat Israel" (amar de verdade o próximo).

Fonte: Blog do Rav Efraim Birbojm.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Escolhas e Confiança.

*Muitas vezes achamos que o atalho "queima-etapas" nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade. ..
  *Muitas vezes somos curiosos, queremos saber das coisas que nem ao menos nos dizem respeito e nada de bem nos acrescentará.
  *Outras vezes agimos por impulsos, na hora da raiva e fatalmente nos arrependemos depois.
  Espero que você, assim como eu,  não esqueça desses 3 conselhos, e não esqueça também de confiar em D'us, mesmo que a vida muitas vezes já tenha lhe dado motivos para desconfiar.

3 conselhos.

 
Nunca tome atalhos, caminhos mais curtos e desconhecidos podem lhe custar a vida.              Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade para o mal é fatal.                             Nunca tome decisões em momentos de ódio ou de dor, pois você pode se arrepender, e ser tarde de mais.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Força e Honra.

Olhe para trás e veja as frases de sua vida. Nem sempre foi confortável, né? Especialmente para pessoas com maneiras e idéias muito cristalizadas. Mas é preciso estar a jogar fora gradualmente às idéia que parecem boas, confortáveis e seguras.
E quando estiver completamente livre e aberto para receber idéias novas e revolucionárias, as mudanças vão acontecer em sua vida ...
Pare de esperar a felicidade sem esforço.
Pare de exigir das pessoas aquilo que muitas vezes nem você conseguiu conquistar. E, definitivamente, deixe de ser crítico e trabalhe mais para você, para a sua felicidade e para o mundo, sem se esquecer de agradecer a D'us.
Agradeça tudo que você tem na vida.
Tudo sem exceção!
Inclusive pela sua dor, porque a dor nos fortalece, nos ajuda a crescer.
Tudo mesmo vem de D'us.
Nossa compreensão do mundo, é muito reduzida para julgar os outros. ...
Encare a mudança como um degrau para revelações ainda maiores e maravilhosas  que estão aguardando lugar em você, para poderem se manifestar.
Você não pode avançar para o novo, se ainda está obstruído e contaminado pelo velho.
Deixe-o para trás.
E tem mais. ...
Mude enquanto você tem o poder de fazer isso.
 Vamos! coragem! Você pode! Você é capaz!  Supere-se!
A razão da sua vida é você mesmo! !!

Luciene Welsch Galvão Gomes 

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Fé em HaShem.

Uma mulher sem filhos suplicou ao Rabi Nachum de Chernobyl que a abençoasse para que tivesse um filho, mas o Rabi recusou-se a atendê-la e ela saiu em prantos. O assistente do Rabi não pôde conter-se, e perguntou-lhe por que havia recusado sua bênção à mulher.

“Vá atrás da mulher e traga-a de volta” – disse Rabi Nachum. Quando ela voltou, Rabi Nachum perguntou-lhe: “O que fez após sair de meu escritório?”

A mulher respondeu: “Levantei minhas mãos aos Céus e disse: ‘Querido D'us, até o Rabi recusa-se a ajudar-me. Agora somente posso me voltar para Ti’.”

Rabi Nachum sorriu e disse: “Vá para casa com alegria. Suas preces serão atendidas.” Então virou-se a seu assistente: “Esta mulher estava colocando sua crença em mim, como se eu pudesse fazer uma mágica para ela. Tive de mandá-la embora, para que colocasse sua confiança em D'us , onde deveria estar.”

Fonte: pt.chabad.org