sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Reconciliar-se com o Criador?

Normalmente, quando alguém indaga sobre ‘salvação’ no Judaísmo, está indagando sobre uma das duas coisas: Ou em que momento a pessoa tem uma experiência de começar a se relacionar com o Eterno, algum momento de transformação espiritual, por assim dizer. Ou está querendo indagar como é que a pessoa assegura um bom destino na vida após a morte.

No primeiro caso, novamente se esbarra na questão de que esse conceito não existe no Judaísmo. No Cristianismo, há um entendimento de que o ser humano está, em virtude do pecado, numa condição de desconexão com o Criador, e que a experiência de salvação marcaria o início de uma volta a se relacionar com Ele. E sem a fé no Messias cristão, isso é impossível de acontecer.

No Judaísmo, não existe a ideia de que o Eterno seja inacessível ao ser humano, e que o relacionamento precise ser restaurado. Pelo contrário, encontramos as seguintes afirmações:

“Perto está ADONAY de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.” (Tehilim/Salmos 145:18)

“Para onde me irei do teu sopro, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar.” (Tehilim/Salmos 139:7-9)

Ou seja, não apenas o Eterno está acessível a todo aquele que o invocar, como ainda é impossível fugir de sua presença.

Não há momento em que o Eterno não se relacione conosco. Esse relacionamento é inquebrável, por misericórdia dEle, mesmo quando pecamos. Acaso um pai diria ao seu filho: ‘Está tudo terminado entre nós’?

Rambam (Maimônides) diz:


”Se alguém imaginar que nenhuma das criaturas existe à parte dEle, somente Ele continuaria a existir, e a anulação da [existência] deles não anularia a Sua existência, porque todas as criaturas necessitam dEle [para existir], e Ele, bendito seja, não necessita delas nem de qualquer um.” (Mishnê Torá – Sefer haMadá` – Hilkhot Yessodê haTorá 1:3)

Se, por uma fração de segundo, nos fosse possível romper a conexão que temos com o Criador, nós simplesmente deixaríamos de existir imediatamente. Em sendo assim, não há conexão a ser restaurada dentro do conceito judaico.

Os momentos em que o Eterno se diz distante de Israel, ou dos pecadores, é entendido como um antropomorfismo (e portanto algo figurativo), que indica que o Eterno retirará daquela pessoa Suas bênçãos, ou a Sua proteção. Não há um afastamento real, até porque o Eterno não está sujeito à distância física.

TOV LEHODOT L´HASHEM!

"É bom podermos agradecer a D´s"

Temos que agradecer ao Criador por cada minuto, cada segundo de nossas vidas pois somos totalmente frágeis e pequenos diante da grandiosidade do universo.
Em uma fração de segundo podemos ceifá-la, podemos perder tudo o que levamos anos e anos para construir. 
Cada vez que nos deparamos com tragédias vemos o quão somos "insignificantes" e o quão dependemos da sorte de não estarmos no lugar errado e na hora errada. 

BARUCH HASHEM YOM YOM!

"Abençoado seja o Criador por cada dia"

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Tiramisu-Italiana

                 

Um dos doces mais tradicionais e populares da Itália pode ser feito aí na sua casa, você vai arrasar na sobremesa. Pelo nome, você até poderia achar que é um prato japonês, mas o real significado de tiramisù, no dialeto do Veneto, norte da Itália, é “levanta-me”! Por ser energético, recebeu esse nome na junção do verbo “tirare” (puxar) com “mi” (me) e “sù” (para cima).

 Vamos à receita?  Eccola!

 Ingredientes:

150g de biscoito champanhe

2 colheres de sopa de açúcar

250g de queijo mascarpone

175 ml de café solúvel

1 colher de sopa de cacau em pó

2 colheres de sopa de vinho branco licoroso

6 gotas de essência de baunilha

opcional: 1 colher de sopa de conhaque

2 gemas

Modo de fazer

 Em uma batedeira misture as gemas e o açúcar, bata até ficar bem cremoso. Adicione a essência de baunilha e o mascarpone, bata o suficiente para misturar os ingredientes (deve ficar espessa e cremosa).

 Em outra vasilha misture o café, o vinho e o conhaque (opcional). Mergulhe rapidamente os biscoitos nessa mistura, o suficiente para umedecer sem empapar.

 Cubra o fundo de uma forma de vidro com uma camada de biscoito, cubra com o creme de mascarpone, vá alternando as camadas (biscoito e creme). Termine com a camada de creme. Peneire o cacau por cima e coloque na geladeira por mais ou menos 4 horas. Vai ficar uma delícia!!

Dificuldade : 3 / 10

Tempo de preparo: 30 min

 Rendimento: 6 pessoas