terça-feira, 4 de setembro de 2018

PREPARANDO ROSH HASHANÁ

Para pedir perdão, devemos saber o que é o amor para pessoas, como vocês e o que quer dizer fazer estas perguntas: ¨ o que eu não fiz em nome deste amor? Se for preciso sentir isso, eu tenho amor pelos outros, que é a principal mitzvá (mandamento) da Torá, devo ou não sentir? ¨ muitas pessoas pensam que é o suficiente com executar preceitos de forma física.

Os cabalistas nos aconselham a unir-nos em grupos de dez para que juntos possamos rever, se na verdade estamos a tratar-nos bem uns aos outros. Cada um está tentando se distanciar do seu ego e se conectar com os outros, chegando a se integrar com seus desejos e sentir amor entre nós? Se entendemos que tudo isso não existe, nos sentimos culpados então, pedimos perdão.

O perdão é por não realizar a condição principal, ¨ama ao teu próximo como a ti mesmo¨. hoje em dia, esta condição chegou a ser imperativa para todo o mundo, com o fim de sair da crise global. Mas, o povo de Israel deve ser o primeiro a realizar isto e, não estamos a fazê-lo.

Então, pedimos por força para que nos ajude a alcançar este amor. Claramente vemos que não estamos preparados para realizar esta condição por nós mesmos mas, podemos pedir ajuda. E, concluímos as slijot (perdões) pedindo força para levar a cabo o mandamento principal e aproximar mais as pessoas. E por meio disto, ao aproximarmo-nos, também nos aproximamos da força superior, ao Criador.

A pessoa não pode realizar isso por si mesma então, trabalhamos em um grupo, que é a forma como analisamos se atingimos ou não o concessão mútuo e a conexão. Se não, precisamos pedir força que nos ajude a nos conectar e alcançar a unidade. Este pedido comum é chamado de prece e deriva da nossa conexão, do centro do nosso círculo, como um pilar que se eleva. Quando analisamos a nossa união, alcançaremos as slijot.

Daqui, vemos que sem o estudo da sabedoria da cabalá, é impossível descobrir o que pedir, para que nos atrair, o propósito de criador e como a Torá está ligada aos preceitos de amar os outros e amar o Criador por meio do próximo. Toda a ordem de correção. A sabedoria da cabalá nos ensina como nos entender a nós mesmos de acordo com o que está escrito na Torá. A única mitzvá é ir acima do nosso ego e alcançar a conexão e a unidade entre todos. Isso inclui dentro de si todo o resto dos preceitos, que são conexões individuais do nosso ego. O desejo egoísta é composto de 613 partes, cada uma das quais devemos corrigir, começando com o mais fácil e indo para o que está cada vez mais difícil. Desta forma, é necessário realizar 613 correções, que são chamadas 613 (tariag) Mitzvot.

Quando nos ajudamos os uns aos outros finalmente alcançamos a redenção, ou seja, descobrimos o poder mais alto, o criador, dentro da nossa ligação mútua de concessão e amor. E este é o perdão antes de Rosh HaShaná. Com certeza é impossível começar o ano novo, o novo princípio, o próximo nível para o qual devemos ascender graças à nossa correção, sem esclarecer tudo o que passamos. E esta é a essência do arrependimento, pedir com um vigor maior do que a luz que reforma nos corrija e torne possível que alcancemos uma união ainda mais forte.   
Rav Laitman

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