Orquídeas que se desabrocharam,
Anos que se foram e não mais voltarão,
Lembranças que no passado ficaram,
Saudades que no futuro permanecerão...
Rosas nas manhãs de setembro,
Orvalhos em labirintos de solidões,
Emoções vividas e jogadas ao vento,
Espinhos cravejados em nossos corações...
Flores que cultivamos pela vida afora,
Flores que testemunharam o triste Adeus,
Flores que murcharam quando foi embora,
Flores que jogaram por terra os sonhos meus...
Onde andará a mais bela flor do meu jardim?
Onde estará a rosa mulher que tanto me marcou?
Onde andará a orquídea que não quer se desenraizar de mim?
Onde encontrarei a felicidade, se contigo, pra bem longe a levou?
Moacir S. Papacosta:
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