O Povo Judeu tem sua origem em Avraham, que
viveu há cerca de 4.000 anos atrás, em Ur, uma cidade antiga às margens
do Rio Eufrates, na Baixa Mesopotâmia, numa região cujos habitantes eram
idólatras, que acreditavam na existência de deuses controlando as diversas forças naturais do mundo.
Avraham foi o
primeiro a entender que há apenas um D'us que criou, e controla todo o
Universo, e por isso D'us lhe ordenou que abandonasse sua pátria e fosse
para Canãa, a terra destinada a ser a Terra de Israel.
Uma vez que Avraham estava em Canaã - e ainda era conhecido por seu antigo nome, Avram, D'us fez com ele uma aliança:
"Seu nome será então Avraham... Eu te farei o pai de diversas nações...
Eu manterei minha aliança... ao longo dos tempos... para ser seu D'us, e
destinarei a Terra para... você e seus descendentes." (Gênesis,
17:3-8).
Além do mais:
"Saiba que seus descendentes serão estrangeiros em terras alheias, e serão escravizados e oprimidos por centenas de anos.
Mas eu farei o julgamento à nação para a qual eles servirão, e no fim, serão livres, com muita riqueza..." (Gênesis, 15:13-14)
E, realmente, Avraham foi pai de Yitzchak, cujo filho Yaacov, chamado
de Israel, foi pai das famílias que originaram as doze tribos, os Filhos
de Israel.
Devido a um período de fome em Canaã, Yaacov e
seus filhos vão ao Egito, onde encontrar Iossef, seu filho que havia
sido vendido por seus irmãos à escravidão, e que conquistou glória e
poder em terra estrangeira.
No Egito
Devido ao
poder e influência de Iossef, Yaacov e sua família prosperaram no Egito,
onde eram tratados com respeito e honra. Entretanto, um novo Faraó sobe
ao poder após a morte de Iossef, e se sente ameaçado com o crescimento
desproporcional da população dos Filhos de Israel. Estes são então
escravizados e forçados a construir as cidades de Pithom e Ramses, por
mais de 200 anos. Entre outras restrições brutais, a pior de todas era a
ordem de que todos os bebês homens hebreus deveriam ser jogados no rio
logo que nascessem.
Moisés, filho de Amram e Yocheved, foi
salvo, já que sua mãe o colocou num pequeno cesto flutuando no Rio Nilo,
e foi encontrado pela filha do Faraó, que criou-o no palácio real.
Quando Moisés tornou-se adulto, D'us apareceu para ele num 'arbusto
ardente', e ordenou que libertasse os israelitas, e trouxesse-os para a
Terra de Israel
A Batalha com o Faraó
O primeiro confronto de Moisés com o Faraó levou a uma piora nas
condições dos pobres escravos, que passaram a perder sua confiança em
Moisés. O Faraó continuamente se recusava a atender os pedidos de Moisés
e seu irmão Aarão, enviados por D'us para pedir que o Faraó libertasse
os hebreus.
Dez pragas foram então enviadas por D'us contra o
Faraó e seu povo para demonstrar o poder de D'us sobre a natureza. Mas,
não até que os primogênitos dos egípcios são mortos, o Faraó finalmente
concorda em soltar seus escravos.
D'us ouve nossos prantos
Baseada na
Torá, a Hagadá conta detalhadamente como os escravos choravam para D'us
por sua salvação, e como estes gritos eram ouvidos. O Êxodo não ocorreu,
entretanto, sem que os escravos passassem por uma transformação
psicológica: Eles deveriam fazer uma oferenda de um cordeiro - uma
divindade para os egípcios - para seu D'us, sob os olhos dos egípcios.
Os israelitas deveriam passar o sangue do cordeiro nos batentes de suas
portas, para que o 'anjo da morte' 'passasse sobre' (pessach) suas
causas (daí o nome da festa). Em suas famílias, os hebreus comeram o
cordeiro prontos para partir. Depois da decisão do Faraó, eles se
apressaram: não houve nem tempo para seus pães fermentarem. Então, o
povo comeu pão não fermentado (matzá).
O Êxodo
Cerca de 600.000 homens filhos de Israel - além das mulheres e crianças
- deixaram o Egito. Quando alcançaram as margens do Mar Vermelho,
estavam totalmente encurralados quando viram as carruagens do Faraó
perseguindo-os. Mas então, miraculosamente, as águas do mar se abriram, e
eles atravessaram em terra seca. Quando os egípcios entraram na terra
seca entre as águas, no entanto, as águas retornaram ao seu lugar,
afogando o Faraó e seus homens.
Chegando ao outro lado, e
finalmente livres, os isralitas reconheceram a grandeza do milagre,
cantando juntamente com Moisés uma canção de louvor: Shirat HaIam - a
Música do Mar. O Midrash conta que os anjos também desejaram comemorar,
mas D'us não permitiu: "O fruto da minha criação está se afogando no
Mar, e vocês querem comemorar?"
O acordo com
Avraham havia sido cumprido. Agora que a liberdade física havia sido
atingida, faltava para os Filhos de Israel marcharem para a liberdade
espiritual e para a Terra de Israel.
A Jornada para a Terra Prometida
A mentalidade escrava ainda prevalecia entre os Filhos de Israel, e a
jornada até a Terra de Israel foi cheia de reclamações e desconfiança
por parte do povo, que algumas vezes quis retornar ao Egito e até mesmo
chegou a construir um bezerro de ouro para adorar. Ainda assim, o Povo
de Israel recebeu e aceitou a Torá no Monte Sinai, com fidelidade e
lealdade, dizendo: "Faremos e ouviremos."
A caminhada levou
cerca de 40 anos, até que toda a geração que havia passado pelo Egito
fosse substituída por uma geração mais preparada para viver em
liberdade, em sua própria terra.
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