que começa no dia 25 de kislev etem a duração de oito dias
(que cai geralmente na segunda metade do mês de dezembro),
comemora os eventos que ocorreram na Terra Santa, na época
do Segundo Templo, durante a era do dominio grego da dinastia
selêucida,cujo centro era a Síria.
Foi naquela época que surgiram,pela primeira vez na história do
nosso povo, perseguições contra a religião judaica.
Naquele tempo apareceram as manifestações comoventes e
espantosas de heroismo judeu e total dedicação á causa
de preservação da herança do judaismo.
Foi por isso que aqueles acontecimentos deixaram uma
profunda marca no curso da história judaica e se tornaram
uma fonte poderosa de fortalecimento espiritual para as
gerações posteriores.
cenário politico militar
Deixe-nos, antes de mais nada,considerar o pano de fundo histórica e o
cenario politico-militar daquela época,que se iniciou com as conquistas de
Alexandre Magno (333 a.e.c.) no Oriente e que abriram seus portões
á cultura helenistica. Os herdeiros de Alexandre deram continuidade ao dominio
da cultura grega. Erets Israel era dividida entre as dinastias de Ptolomeu, do
Egito, no sul, e a dos Selêucidas.
Embora as guerras tivessem causado sofrimento aos habitantes das regiões
atingidas, a vida dos judeus não foi atingida. Eles haviam conseguido plena
autonomia interna e viviam segundo os ensinamentos da Torá, sem serem
molestados.Tambem sua situação economica era boa, por estarem na
encruzilhada das rotas comerciais da região. O Sumo Sarcedote, em Jerusalem,
estava á testa da liderança religiosa e politica do país.
Com o correr do tempo, formou-se uma pequena e rica aristocracia,que
estava ligada ao governo. Eram esses os cobradores de impostos judeus que
se enriqueciam com cobranças das massas camponesas judias. Seu constante
contato com os circulos do poder imperial resultou na influência destes em seu
estilo de vida e consequente adoção de costumes alheios aos padrões de vida
judia, que os afastava do modo de vida do povo, que permanecia fiel á sua
tradição e cultura antiga. Esse pequeno grupo era chamado de ''helenizantes'',
pois que viviam segundo a filosofia de vida helenista, abandonando suas
caracteristicas judias.
De inicio, não se fazia sentir sua influencia na vida do povo, porque viviam
desligados dele. Mais tarde, porém, quando seu poder aumentou e se tornou
servidor e apoio do poder imperial na Judéia, ele se transformou em um
movimento ativo e ambicioso que, com a ajuda do poder dominante,
influia decisivamente no comportamento judeu e alterou a caracteristica
judia de Jerusalem, tranformando-a em uma cidade tipicamente helenistica.
HELENIZAÇÃO
O reinado do Rei Selêucida Antioco IV, apelidado de Epifanes,marcou
a mudançapara o pior. Ele se atribuia uma divindade e a missão de
disseminar a cultura grega. Antioco, freado nas suas conquistas, nos portões
do Egito, pela intervenção de Roma, que o pressionava também no norte,
pretendia salvaguardar seu reino e fortalecê-lo sob o aspecto nacional,através
da integração das culturas de todos os povos sob seu dominio na cultura grega,
e, assim, criar uma unidade nacional. Ele iniciol a rápida helenização das
populações de seu reino e fundou muitas cidades (''polis'') gregas que lhe
serviam de pontos de apoio.
Com efeito, a helenização se espalhava com muita rapidez e facilidade, ja
que os povos pagãos não tinham dificuldade de se adaptarem ás exigências
da cultura grega.
Eles precisavam apenas traduzir suas religiões e dar nomes gregos aos seus
idolos. A modificação exigida não era exagerada. Havia um povo que se
destacava dos outros e que se recusava a sacrificar sua identidade judia, porque
o judaismo rejeita todo e qualquer tipo de idolatria. É possivel que Antioco
tenha se sentido pessoalmente atingido por esse fenômeno, que considerou um
elemento perturbador e um obstáculo no caminho da helenização e que isso tenha
sido um dos motivos que o levaram a perseguir o judaismo e tentar liquida-lo.
ANTIÓQUIA
A politica de Antioco encorajava os helenizantes, que se voltaram contra seus
irmãos judeus, não por motivos ideais e pelo amor á cultura grega, mas pelo
seu desejo de se beneficiarem de vantagens materiais. Eles ajudaram Antioco
a pôr suas mãos no tesouro do Templo, com cujos fundos, que se destinavam
aos pobres e ao serviço Sagrado, compraram o cargo do Sumo Sacerdote,
o posto mais alto no judaismo, depois do que possibilitaramaos helinizantes
a levantar em Jerusalém instituições gregas, como os Ginásios e Hipódromos
e tranformaram a cidade em uma ''polis'' grega, dando-lhe o nome de
Antióquia. Em pouco tempo, Jerusalém perdeu sua identidade judia.
Somente os helinizantes tinham o privilégio de serem considerados
cidadãos da cidade grega, que tinham mais direitos do que a maioria dos
habitantes judeus.A partir desse momento, o objetivo dos helinizantes
era integrar-se no império grego por meio do cultivo de uma mentalidade alheia
ao judaismo. Com a tranformação de Jerusalem, lesaram a autonomia judia,
ja que os cidadões de ''Antioquia'' em Jerusalem estavam fora da jurisdição
judia. Isso provocou disturbios e levou a gaves ataques contra os helinizantes.
Antioco suprimiu a revolta e dominou a situação na cidade, organizando
verdadeiras carnificinas. Ele iniciou a perseguição e legislação contra a religião
judaica (167 a.e c ), proibindo o comprimento dos preceitosda Torá e obrigando,
com o auxilio de seus soldados, a violar suas leis em público. Os trangressores
eram mortos com requinte de barbárie.
Como proximo passo, converteu o Templo de Jerusalemem um santuario
consagrado a Zeus, idolo grego, e o Altar sagrado era profanado com sacrificios
abominaveis.Os acontecimentosem Jerusalemfizeramver a Antioco que os
helenizantesjudeus eram apenas um grupo pequeno, que virou as costas e os
afastou de sua posição junto ao governo. Assim, no final desse periodo, os
helinizantes estavam isolados do povo revoltoso e afastado do governo imperial.
MARTÍRIO
Os oficiais do Rei e seus soldados percorriam as cidades e povoados e obrigavam
os habitantes a sacrificarem oferendas nos altares impuros dos idólolatras.
Porem,apenas os fracos obedeciam às ordens do Rei. A maioria do povo emigrava
para o Egito, onde se juntavam à grande comunidade judia, ou sofriam a morte de
mártires, pelo Nome Sagrado de D'us, a fim de não trair a fé de seus antepassados.
É conhecida a história de Hana e de seus sete filhos, que morreram martirizados,
mas não se prostaramdiante do ìdolo, ou de Rabi Eliezer, o nonagenário que
não quis comer, nem fingir comer carne de porco, e sofreu uma morte cruel.
Foi nesta época que ocorreu, pela primeira vez o fenônemo de
''Kidush Hashem''em massa, cujo exemplo foi seguido por muitas e muitas
gerações. Era uma resistencia passiva, que, pouco tempo depois, se transformou
em resistência ativa e vigorosa, e teve sua expressão na grande revolta
liderada pelos Hasmoneus (Macabeus),que se prolongou durante mais de vinte anos.
REVOLTA DOS MACABEUS
A revolta eclodiu em Modiin, pequena cidade situada nas colinas ao leste da cidade de
Lod,quando o oficial do Rei convocava os habitantes, entre os quais se encontrva
Matitiahu, o velho cohenda familia dos Hasmoneus,a sacrificarem porcos no altar do
idolo. Eis que se aproximava um helinizante para faze-lo, perante o povo.nao se contendo,
Matitiahu se lançou sobre o judeu e o oficial,matando-os. Foi naquele momento que lançou
seu famoso grito: ''Quem esta com D'us, que venha comigo!'', que se espalhou por toda
Judeia. Matitiahu, o Hasmoneu, e seus 5 filhos Iochanan, Shimon, Iehuda,Elazar e Ionatan
fugiram as montanhas de gofna,ao leste de Modiin e ao norte de jerusalem. La se juntaram
a eles muitos judeus que atenderam ao apelo de Matitiahu. Os hasmoneus iniciaram
uma guerra de guerrilha contra o grande exercito seleucida. Antes de morrer (em 165 a.e.c.),
Matitiahu designou seu filho Iehuda para ser chefe da rebeliao.
Seu apelido era Macabi, dai o nome de seus comandados de ''Macabeus''.
Iehuda era um inteligente e talentoso lider militar. Além disso,inspirou nos seus
soldados um de fé em D'us, como sendo a única fonte de ajuda e sucesso em suas
batalhas. Essa fé gerou grande heroismo e coragem. Iehuda atacava subitamente os
exércitos selêucidas, em emboscadas em lugares de dificil locomoção ou recuo,
semeava confusão e morte e desaparecia rapidamente nas trilhas das montanhas.
As batalhas eram breves, e um dos motivos era o fato do exército judeu de voluntarios ser
integrado por muitos lavradores que precisavam voltar as suas casas para lavrar
suas terras. Iehuda tinha o auxilio de uma rede bem desenvolvida de informações
fornecidas pelos habitantes das aldeias que lhe transmitiam atualizadas e precisas
noticias e relatorios dos movimentos do exército selêucida, que determinava os
ataques de Iehuda.
Enfrentava-o um exército profissional e equipado, mas Iehudá, o Macabeu,
sabia como aproveitar-se de suas limitações e golpeá-lo nos pontos sensiveis.
O exército selêucida movimentava-se em formação de ''falange'',que avançava e
atacava com grande força de ponta de lança. Quando uma formação desse tipo
era atacada lateralmente, achava dificuldade em mudar rapidamente de rumo e estava
sujeita á grande confusão. Os mercenarios, que formavam parte do exército, viam
no Comandante-Chefe o contratante que pagava seu soldo. Com o comandante ferido
ou morto, os soldados perdiam a vontade de lutar, porque não tinha mais segurança
de seu pagamento.
JERUSALÉM
Depois da quarta batalha, dois anos após o início da revolta, Iehudá Macabi conseguiu
libertar Jerusalém (164 a.e.c).O templo e sua redondeza foram purificados, os ídolos
removidos e o altar restaurado e inaugurado. Havia apenas um jarrinho de azeite,com
o selo intacto do Sumo Sacerdote, para acender as luzes do candelabro de ouro no
Templo, que era suficiente apenas para um dia. Aconteceu, então, um milagre, e o azeite
durou oito noites, até que se pudesse produzir novo azeite puro. Viram nisso um sinal
dos céus para uma nova era feliz. Em sinal de alegria e gratidão, a cidade foi iluminada
com muitas luzes e os Macabeus celebraram sua grande vitória no meio de grandes massas
e alegria, com preces de gratidão a D'us pela grande vitória.
Esta era mais uma vitória espiritual do que militar, pois que o poder selêucida ainda
dominava a maior parte do país e a própria revolta eclodira para pôr fim á legislação
de Antioco contra a religião judia e possibilitar o comprimento dos preceitos da Torá
e a vida como judeus.Nesta vitoria muitos viram a realização do objetivo da revolta.
Porem, nos corações dos Hasmoneus cristalizava-se, durante os combates,uma vontade
de alcançar independencia politica,ao menos na Judéia.Isso se realizou só mais tarde,nos
dias de Shimon,o Hasmoneu (142 a.e.c.), que conceguiu expandir as fronteiras da Judeia e
consolidar nela o reino independente dos Hasmoneus.
O NOME
O nome CHANUCÁ é composto de duas palavras: CHANU-descansaram, e CÁ,
escrito em hebraico com as letras CAF e HE , cujo valor numerico é 25,ou seja ,os
macabeus descansaram depois de sua vitória , no dia 25 do mês de Kislev.O historiado
Flávio Josefo chama esta festa de ''Festa das Luzes'' .Mais um nome interessante é
mencionado no Livro dos Hasmoneus,o de ''Festa de Sucót''de Kislev'' em
memória da ultima festa de Sucót ( Rabernacúlos) antes da libertação de Jerusalem
quando ainda estavam sendo perseguidos nas montanhas e não podiam celebá-la.
Foi por isso que celebraram a primeira Festa de Chanucá com o Lulav na mão,
como em Sucót,que tambem dura oito dias.A maneira atual de celebrar
Chanucá foi determinada pelos nossos Sabios, algum tempo após a vitória.
CHANUKIÁ
orgulho que digo isso!!

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